PHILIPPE
PERRENOUD
|
Philippe
Perrenoud
|
Nasceu na
suíça em 1954. É Doutor em Sociologia e Antropologia, Professor da Faculdade
de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Genebra. Atua nas
áreas relacionadas a currículo, praticas pedagógicas e instituições de
formação.
|
|
Teorias
|
Da ênfase a
teoria da competência, isto é, capacidade de agir eficazmente em um
determinado tipo de situação, apoiada em conhecimento, mas sem limitar-se a
ele.
Perrenoud
menciona, que o sucesso depende de uma capacidade geral de adaptação e
discernimento, comumente considerada como inteligência natural do indivíduo.
Em suas obras, Perrenoud destaca que o conceito de competência é salientado,
dando ênfase que não há uma definição clara e objetiva do que é competência.
Ele faz uma interligação entre competência e os programas escolares, afirma
que toda competência está ligada, fundamentalmente, a uma pratica social de
alta complexidade.
|
|
Obras
|
• Ofício de
aluno e sentido do trabalho escolar (1995);
• Pedagogia
diferenciada: das intenções à ação (1999);
• Avaliação:
da excelência à regulação das aprendizagens (1999);
• Construir as
competências desde a escola. (1999);
• Dez novas
competências para ensinar (2000);
• Ensinar:
agir na urgência, decidir na incerteza (2001);
• A pedagogia
na escola das diferenças: fragmentos de uma sociologia do fracasso (2001);
• A prática
reflexiva no ofício de professor: profissionalização e razão pedagógicas
(2002);
• Aprender a
negociar a mudança em educação: novas estratégias de inovação (2002);
• Os ciclos de
aprendizagem: um caminho para combater o fracasso escolar (2004).
|
FLORESTAN
FERNANDES
|
Florestan
Fernandes
|
Nasceu no dia 22 de julho de
1920 em São Paulo, e faleceu no dia 10 de agosto de 1995 em São Paulo.
Começou a trabalhar muito cedo, ainda criança, aos seis anos de idade. Em
consequência disso não concluiu o curso primário, formando-se mais tarde no
Curso de Madureza, uma espécie de supletivo. Em 1941, ingressou na Faculdade
de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, graduando-se
mais tarde, em Ciências Sociais. Obteve o título de Mestre em 1947, ao
dissertar sobre A Organização Social dos Tupinambás. E no início da década de
50, defendeu sua tese de doutorado, A Função Social da Guerra na Sociedade
Tupinambá. Atuou como assistente catedrático, livre docente e professor
titular na cadeira de Sociologia I, sendo efetivado na cátedra no ano de
1964, com a tese A Integração do Negro na Sociedade de Classes.
|
|
Obras
|
• Organização social dos
Tupinambá (1949);
• A função social da guerra na
sociedade Tupinambá (1952);
• A etnologia e a sociologia no
Brasil;
• Fundamentos empíricos da
explicação sociológica (1959);
• Mudanças sociais no Brasil
(1960);
• Folclore e mudança social na
cidade de São Paulo (1961);
• A integração do negro na
sociedade de classes (1964);
• Sociedade de classes e
subdesenvolvimento (1968);
• Capitalismo dependente e
Classes Sociais na América Latina (1973);
• A investigação etnológica no
Brasil e outros ensaios (1975);
• A revolução burguesa no
Brasil: Ensaio de Interpretação Sociológica (1975);
• Da Guerrilha ao Socialismo: A
Revolução Cubana (1979);
• O que é Revolução (1981);
• Poder e Contrapoder na
América Latina (1981).
|
|
Teorias
|
Para Florestan Fernandes, não
existe Estado e sociedade democrática sem uma Educação democrática. Ressalta
que a escola pública gratuita é a única capaz de promover a democracia, e a
educação precisa estar vinculada ao pensamento socialista e assim ser a chave
da construção coletiva de formas mais simples e compensadoras de sociedade e
de civilização.
Democratizar o ensino para ele
é universalizar as oportunidades educacionais, é a transformação das técnicas
e dos métodos pedagógicos, é a interação aberta e construtiva da escola com
as necessidades e interesses sociais dos círculos humanos a que ela serve.
Para ele a educação é o
problema mais grave do Brasil, e a solução é a manutenção de uma escola
pública e gratuita que permita o acesso dos pobres e miseráveis, condenados
ao analfabetismo.
Florestan afirma que devemos deixar
de desperdícios de recursos materiais e humanos para podermos atender às
necessidades de uma sociedade em rápida transformação e uma educação
emancipatória capaz de construir uma sociedade democrática e não há
crescimento econômico, nem desenvolvimento social, nem progresso cultural sem
uma paralela integração das escolas nos processos de mudança social.
A democracia em sua opinião é
um regime que não é dado ao povo, mas conquistado através da organização em
associações, sindicatos e partidos políticos.
‘Pensar politicamente é alguma coisa que não
se aprende fora da prática. Se o professor pensa que sua tarefa é ensinar o
ABC e ignora a pessoa de seus estudantes e as condições em que vivem,
obviamente não vai aprender a pensar politicamente ou talvez vá agir
politicamente em termos conservadores, prendendo a sociedade aos laços do
passado, ao subterrâneo da cultura e da economia’. (FERNANDES, 1986)
|
JOSÉ
CARLOS LIBÂNEO
|
José
Carlos Libâneo
|
Nasceu em
Angatuba, interior de São Paulo, em 1945. Fez seus estudos iniciais e o
ensino médio no Seminário Diocesano de Sorocaba (SP). Formou-se em Filosofia
em 1966 na PUC de São Paulo, e obteve o título de Mestre em Filosofia da
Educação em 1984, e em seguida o de Doutor em História e Filosofia da
Educação em 1990. Desde 1997 é Professor Titular da Universidade Católica de
Goiás.
|
|
Obras
|
• Educação na
era do conhecimento em rede e transdisciplinaridade (2005);
• Educação
escolar: políticas, estrutura e organização (2005);
• Didática:
velhos e novos temas (2003);
• Adeus
professor, adeus professora (2002);
• Organização
e gestão da escola (2002);
• Didática (2001);
• Adeus
professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão
docente (2001);
• Pedagogia e
pedagogos, para quê? (2001);
• Organização
e gestão da escola - Teoria e prática. (2000);
• Organização
e gestão da escola. (2000);
•
Democratização da escola pública - A Pedagogia Crítico Social dos Conteúdos (1985);
• Aceleração escolar-
Estudos sobre educação de Adolescentes e Adultos (1976).
|
|
Teorias
|
Libâneo afirma
que as necessidades educativas presentes tornam a escola um lugar de mediação
cultural, e a pedagogia, ao viabilizar a educação, é a pratica cultural
intencional de produção e internalização de significados. Os alunos recebem
do professor, meios de aquisição de conceitos científicos e de
desenvolvimento das capacidades cognitivas e operativas.
As crianças
vão à escola para aprender cultura e internalizar os meios cognitivos de
compreender o mundo e transformá-lo. Para isso é necessário pensar, ou seja,
estimular a capacidade de raciocínio e julgamento, melhorar a capacidade
reflexiva.
Para ele a
didática hoje, precisa comprometer-se com a qualidade cognitiva das aprendizagens,
que está associada ao pensar. O Professor precisa entender o desenvolvimento
do pensar, já que ele é mediador na preparação do aluno para o pensar.
|
O trabalho de mestrado de Libâneo, em
filosofia da educação, mostra que ele sempre se preocupou com a prática
pedagógica. É muito conhecido na educação, pois trouxe muitas contribuições
para a área. Ele ensina pesquisa e escreve sobre assuntos de teoria da
educação, Didática, política Educacional e Escola pública. É o autor referência
da teoria ‘tendências pedagógicas’, porém é a favor da tendência crítico-social
dos conteúdos. Em seu livro ‘Adeus professor, Adeus professora? Novas
exigências educacionais e profissão docente (2001)’, Libâneo mostra que a
educação da qual a sociedade necessita, assegura a todos a formação cultural e
científica para a vida pessoal, profissional e cidadã, possibilitando ao
educando uma relação autônoma, crítica e construtiva com a cultura em suas
várias manifestações, e esta formação crítica democrática e totalizadora
acontece por mediação de um professor atuando em um ambiente escolar que
favorece esse aprendizado.
Libâneo tem uma visão sobre a escola de
que ela é parte essencial na formação de cidadãos, onde os principais objetivos
da educação básica são: preparação para o mundo do trabalho, formação para
cidadania crítica, preparação para a participação social e formação ética.
Afirma que a escola não pode ser vista como uma agencia de transmissão de
conhecimento, e que ela deve ser repensada. E a transformação da escola depende
da transformação da sociedade, pois a forma de organização do sistema
socioeconômico interfere no trabalho escolar e no rendimento dos alunos.
Para ele a escola precisa ser um lugar
de análises críticas e produção de informações e atribuições de significados, e
desta forma, não perderá lugar para as tecnologias e meios de comunicação. E
que ela deve ser valorizada na sua totalidade, e ser o lugar onde há a
construção diária do conhecimento.
Sobre o ensino, Libâneo o tem como principal
meio e fator da educação, destacando-se então na principal área de instrução e
educação. O professor será o encarregado do ensino, logo, responsável pela
didática.
Ao professor é incumbido a formação
cultural e científica do educando, para o desenvolvimento de sua vida pessoal,
profissional e cidadã, de forma que cresça intelectualmente ganhando autonomia
crítica e construtiva, nas várias manifestações culturais.
Libâneo fala sobre a atual inversão,
onde o professor é substituído pela tecnologia.
Esta substituição, onde o professor é
trocado pela máquina, ou pelo “professor virtual”, que seria programas
computadorizados criados com o objetivo de lecionar, tem, objetivamente,
caráter econômico-industrial, onde empresas especializadas, como em línguas
estrangeiras por exemplo, trocam o professor por um programa virtual, assim
conseguirão maior quantidade de alunos do que um profissional docente, sozinho,
poderia lecionar. Portanto, essa troca do profissional docente pela tecnologia,
não visa a qualidade de ensino, mas sim, ao aumento do lucro empresarial.
Atualmente não existe tecnologia
destinada a educação que consiga identificar e caracterizar o educando para lhe
aplicar o método ideal de ensino de forma que fomente seu crescimento
intelectual, sendo capaz de fazê-lo somente o profissional docente. Contudo, a
tecnologia serve de grande auxílio ao professor, e seu uso deve ser restrito a
isto, ao auxílio, e não a troca,
como tem sido praticada.
Que ensino e aprendizagem são duas
facetas de um mesmo processo. Para construir a aprendizagem o professor deve
assumir o ensino com mediação, bem como adotar práticas interdisciplinares,
conhecer estratégias de ensinar a apensar e ensinar a aprender, induzir os
alunos à buscarem uma perspectiva crítica dos conteúdos.
Haverá a efetivação da aprendizagem
quando o professor conseguir, através de sua influência, mobilizar as
atividades física e mental, próprias das crianças no processo de estudo das
matérias.
O professor deve lembrar que a
aprendizagem não é mecânica, mas deriva da relação harmônica entre o professor
e seus alunos, a reciprocidade entre o ensinar e o aprender.
Em suma, o trabalho docente terá êxito
quando de fato for concretizado aquilo que se busca no ensino: a formação de
habilidades, capacidades, atitudes e conhecimentos aprendidos pelo aluno; a
formação da capacidade crítica e criativa, sua autonomia intelectual capaz para
seu desenvolvimento social e profissional.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
<http://www.infoescola.com/biografias/philippe-perrenoud.html>
<http://letras20121unifacs.blogspot.com.br/p/biografia-philippe-perrenoud.html>
<http://www.educacaoliteratura.com/index%2041.html>
>http://www.infoescola.com/sociologia/florestan-fernandes.html>
<http://conhecimentoseducacaobrasileira.blogspot.com.br/2010/10/libaneo-sua-historia-suas-obras.html>
<http://www.ucg.br_site_docente_edu_libaneo_pdf_curriculumvitae.pdf>
<http://novarevistapedagogica.blogspot.com.br/2012/06/atividade-ii-de-ppp-iii-pesquisa.html>
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Florestan_Fernandes.html>
<http://projetoeducacional2012.blogspot.com.br/2012/05/biografia-de-philippe-perrenoud.html>
< http://escola-ensino-aprendizagem.blogspot.com.br/p/jose-carlos-libaneo.html>



Nenhum comentário:
Postar um comentário