terça-feira, 11 de novembro de 2014

FORMAÇÃO E PRÁTICA DO EDUCADOR: ALIENAÇÃO E IDEOLOGIA A escola não é um espaço neutro e o professor deve ser um intelectual transformador, sendo assim, discutir quais são as dificuldades atuais para implantação do trabalho participativo no cotidiano escolar: alienação e ideologia

A realidade do sistema educacional brasileiro, em regra, manifesta uma visão ideológica e alienada as quais são fruto de uma realidade política, econômica e social. Esta situação não se evidencia do acaso, no entanto, se confirma pelos fatos históricos vividos pela sociedade, que fizeram da educação brasileira um sistema que, lamentavelmente, ao invés de formar profissionais com uma visão crítica da realidade, criam professores que passam aos alunos um conhecimento decorado, levando a sala de aula a não ser um local de pensamentos reflexivos, mas um ambiente de mera reprodução de ideias.
 Marcio Ferrari, editor da revista Nova Escola, diz do seguinte em relação a Paulo Freire: “Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los”.
Infelizmente, são poucos os professores no mundo real que buscam ser um personagem transformador em virtudes de diversos motivos, tais como: a discriminação política que reflete nos baixos salários, as agressões físicas e verbais de alunos contra professores por falta de uma estrutura familiar, a grande carência de recursos como alimentação, materiais escolares, brinquedos, etc
Conforme o entendimento de Maria Lúcia Arruda Aranha (2006, p.33):

A educação não pode, portanto, ser considerada apenas um simples veículo transmissor de saberes e valores, mas também um instrumento de crítica dessa herança. A educação deve abrir espaço para que seja possível a reflexão crítica da cultura.

São diversos os fatores que desmotivam a grande massa dos educadores brasileiros, sendo o maior deles o fator político tendo em vista que é através dele que se elaboram as leis e se proporcionam recursos para as mais diversas áreas da educação. É evidente que o governo não tem interesse na boa educação do país, pois é mais confortável para ele que um indivíduo seja ignorante mantendo, com isso, a imensa desigualdade social do que se torne um ser pensante que busque melhorias e confronte as irregularidades do governo.
 Contudo, mediante os problemas apresentados, a pessoa que escolheu a área da educação como profissão deve ser consciente dos problemas que sofrerão no decorrer da sua vida. Isso quer dizer que o educador deve ter uma atitude que preserve pela ética em respeito a formação adequada dos seus alunos independentemente das dificuldades que o cercam.
Além do mais, a falta de bom senso dos educadores pode os levarem a não serem intelectuais transformadores na medida em que eles usarem o senso comum para fazerem juízo de valores com seus alunos aprovando ou reprovando suas condutas e, também, sejam profissionais alienados ao não observar que o aluno não pode ser programado pelo senso comum do professor.
Nas palavras de Aranha (2006, p.47):

Ser um educador intelectual transformador é compreender que as escolas não são espaços neutros de mera instrução, mas carregados de pressupostos que representam as relações de poder vigentes e convicções pessoais nem sempre explicitadas.

Portanto, o educador tem o dever moral de instruir seus alunos na condição de um intelectual transformador não se tornando um profissional que aceite de maneira cega o idealismo e a alienação como melhor forma de ensino.











Referências bibliográficas
ARANHA,Maria Lucia de Arruda. Flosofia da Educação. Terceira ed.São Paulo:Moderna,2006-PLT 285.

http://revistaescola.abril.com.br/formacao/mentor-educacao-consciencia-423220.shtm

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