terça-feira, 11 de novembro de 2014
PEDAGOGIAS HISTÓRICOS-SOCIAIS E OUTRAS TENDÊNCIAS DESAFIOS DO SÉCULO XXI Philipphe Perrenoud - Florestan Fernandes - José Carlos Libâneo
PHILIPPE
PERRENOUD
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Philippe
Perrenoud
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Nasceu na
suíça em 1954. É Doutor em Sociologia e Antropologia, Professor da Faculdade
de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Genebra. Atua nas
áreas relacionadas a currículo, praticas pedagógicas e instituições de
formação.
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Teorias
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Da ênfase a
teoria da competência, isto é, capacidade de agir eficazmente em um
determinado tipo de situação, apoiada em conhecimento, mas sem limitar-se a
ele.
Perrenoud
menciona, que o sucesso depende de uma capacidade geral de adaptação e
discernimento, comumente considerada como inteligência natural do indivíduo.
Em suas obras, Perrenoud destaca que o conceito de competência é salientado,
dando ênfase que não há uma definição clara e objetiva do que é competência.
Ele faz uma interligação entre competência e os programas escolares, afirma
que toda competência está ligada, fundamentalmente, a uma pratica social de
alta complexidade.
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Obras
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• Ofício de
aluno e sentido do trabalho escolar (1995);
• Pedagogia
diferenciada: das intenções à ação (1999);
• Avaliação:
da excelência à regulação das aprendizagens (1999);
• Construir as
competências desde a escola. (1999);
• Dez novas
competências para ensinar (2000);
• Ensinar:
agir na urgência, decidir na incerteza (2001);
• A pedagogia
na escola das diferenças: fragmentos de uma sociologia do fracasso (2001);
• A prática
reflexiva no ofício de professor: profissionalização e razão pedagógicas
(2002);
• Aprender a
negociar a mudança em educação: novas estratégias de inovação (2002);
• Os ciclos de
aprendizagem: um caminho para combater o fracasso escolar (2004).
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FLORESTAN
FERNANDES
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Florestan
Fernandes
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Nasceu no dia 22 de julho de
1920 em São Paulo, e faleceu no dia 10 de agosto de 1995 em São Paulo.
Começou a trabalhar muito cedo, ainda criança, aos seis anos de idade. Em
consequência disso não concluiu o curso primário, formando-se mais tarde no
Curso de Madureza, uma espécie de supletivo. Em 1941, ingressou na Faculdade
de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, graduando-se
mais tarde, em Ciências Sociais. Obteve o título de Mestre em 1947, ao
dissertar sobre A Organização Social dos Tupinambás. E no início da década de
50, defendeu sua tese de doutorado, A Função Social da Guerra na Sociedade
Tupinambá. Atuou como assistente catedrático, livre docente e professor
titular na cadeira de Sociologia I, sendo efetivado na cátedra no ano de
1964, com a tese A Integração do Negro na Sociedade de Classes.
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Obras
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• Organização social dos
Tupinambá (1949);
• A função social da guerra na
sociedade Tupinambá (1952);
• A etnologia e a sociologia no
Brasil;
• Fundamentos empíricos da
explicação sociológica (1959);
• Mudanças sociais no Brasil
(1960);
• Folclore e mudança social na
cidade de São Paulo (1961);
• A integração do negro na
sociedade de classes (1964);
• Sociedade de classes e
subdesenvolvimento (1968);
• Capitalismo dependente e
Classes Sociais na América Latina (1973);
• A investigação etnológica no
Brasil e outros ensaios (1975);
• A revolução burguesa no
Brasil: Ensaio de Interpretação Sociológica (1975);
• Da Guerrilha ao Socialismo: A
Revolução Cubana (1979);
• O que é Revolução (1981);
• Poder e Contrapoder na
América Latina (1981).
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Teorias
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Para Florestan Fernandes, não
existe Estado e sociedade democrática sem uma Educação democrática. Ressalta
que a escola pública gratuita é a única capaz de promover a democracia, e a
educação precisa estar vinculada ao pensamento socialista e assim ser a chave
da construção coletiva de formas mais simples e compensadoras de sociedade e
de civilização.
Democratizar o ensino para ele
é universalizar as oportunidades educacionais, é a transformação das técnicas
e dos métodos pedagógicos, é a interação aberta e construtiva da escola com
as necessidades e interesses sociais dos círculos humanos a que ela serve.
Para ele a educação é o
problema mais grave do Brasil, e a solução é a manutenção de uma escola
pública e gratuita que permita o acesso dos pobres e miseráveis, condenados
ao analfabetismo.
Florestan afirma que devemos deixar
de desperdícios de recursos materiais e humanos para podermos atender às
necessidades de uma sociedade em rápida transformação e uma educação
emancipatória capaz de construir uma sociedade democrática e não há
crescimento econômico, nem desenvolvimento social, nem progresso cultural sem
uma paralela integração das escolas nos processos de mudança social.
A democracia em sua opinião é
um regime que não é dado ao povo, mas conquistado através da organização em
associações, sindicatos e partidos políticos.
‘Pensar politicamente é alguma coisa que não
se aprende fora da prática. Se o professor pensa que sua tarefa é ensinar o
ABC e ignora a pessoa de seus estudantes e as condições em que vivem,
obviamente não vai aprender a pensar politicamente ou talvez vá agir
politicamente em termos conservadores, prendendo a sociedade aos laços do
passado, ao subterrâneo da cultura e da economia’. (FERNANDES, 1986)
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JOSÉ
CARLOS LIBÂNEO
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José
Carlos Libâneo
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Nasceu em
Angatuba, interior de São Paulo, em 1945. Fez seus estudos iniciais e o
ensino médio no Seminário Diocesano de Sorocaba (SP). Formou-se em Filosofia
em 1966 na PUC de São Paulo, e obteve o título de Mestre em Filosofia da
Educação em 1984, e em seguida o de Doutor em História e Filosofia da
Educação em 1990. Desde 1997 é Professor Titular da Universidade Católica de
Goiás.
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Obras
|
• Educação na
era do conhecimento em rede e transdisciplinaridade (2005);
• Educação
escolar: políticas, estrutura e organização (2005);
• Didática:
velhos e novos temas (2003);
• Adeus
professor, adeus professora (2002);
• Organização
e gestão da escola (2002);
• Didática (2001);
• Adeus
professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão
docente (2001);
• Pedagogia e
pedagogos, para quê? (2001);
• Organização
e gestão da escola - Teoria e prática. (2000);
• Organização
e gestão da escola. (2000);
•
Democratização da escola pública - A Pedagogia Crítico Social dos Conteúdos (1985);
• Aceleração escolar-
Estudos sobre educação de Adolescentes e Adultos (1976).
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Teorias
|
Libâneo afirma
que as necessidades educativas presentes tornam a escola um lugar de mediação
cultural, e a pedagogia, ao viabilizar a educação, é a pratica cultural
intencional de produção e internalização de significados. Os alunos recebem
do professor, meios de aquisição de conceitos científicos e de
desenvolvimento das capacidades cognitivas e operativas.
As crianças
vão à escola para aprender cultura e internalizar os meios cognitivos de
compreender o mundo e transformá-lo. Para isso é necessário pensar, ou seja,
estimular a capacidade de raciocínio e julgamento, melhorar a capacidade
reflexiva.
Para ele a
didática hoje, precisa comprometer-se com a qualidade cognitiva das aprendizagens,
que está associada ao pensar. O Professor precisa entender o desenvolvimento
do pensar, já que ele é mediador na preparação do aluno para o pensar.
|
O trabalho de mestrado de Libâneo, em
filosofia da educação, mostra que ele sempre se preocupou com a prática
pedagógica. É muito conhecido na educação, pois trouxe muitas contribuições
para a área. Ele ensina pesquisa e escreve sobre assuntos de teoria da
educação, Didática, política Educacional e Escola pública. É o autor referência
da teoria ‘tendências pedagógicas’, porém é a favor da tendência crítico-social
dos conteúdos. Em seu livro ‘Adeus professor, Adeus professora? Novas
exigências educacionais e profissão docente (2001)’, Libâneo mostra que a
educação da qual a sociedade necessita, assegura a todos a formação cultural e
científica para a vida pessoal, profissional e cidadã, possibilitando ao
educando uma relação autônoma, crítica e construtiva com a cultura em suas
várias manifestações, e esta formação crítica democrática e totalizadora
acontece por mediação de um professor atuando em um ambiente escolar que
favorece esse aprendizado.
Libâneo tem uma visão sobre a escola de
que ela é parte essencial na formação de cidadãos, onde os principais objetivos
da educação básica são: preparação para o mundo do trabalho, formação para
cidadania crítica, preparação para a participação social e formação ética.
Afirma que a escola não pode ser vista como uma agencia de transmissão de
conhecimento, e que ela deve ser repensada. E a transformação da escola depende
da transformação da sociedade, pois a forma de organização do sistema
socioeconômico interfere no trabalho escolar e no rendimento dos alunos.
Para ele a escola precisa ser um lugar
de análises críticas e produção de informações e atribuições de significados, e
desta forma, não perderá lugar para as tecnologias e meios de comunicação. E
que ela deve ser valorizada na sua totalidade, e ser o lugar onde há a
construção diária do conhecimento.
Sobre o ensino, Libâneo o tem como principal
meio e fator da educação, destacando-se então na principal área de instrução e
educação. O professor será o encarregado do ensino, logo, responsável pela
didática.
Ao professor é incumbido a formação
cultural e científica do educando, para o desenvolvimento de sua vida pessoal,
profissional e cidadã, de forma que cresça intelectualmente ganhando autonomia
crítica e construtiva, nas várias manifestações culturais.
Libâneo fala sobre a atual inversão,
onde o professor é substituído pela tecnologia.
Esta substituição, onde o professor é
trocado pela máquina, ou pelo “professor virtual”, que seria programas
computadorizados criados com o objetivo de lecionar, tem, objetivamente,
caráter econômico-industrial, onde empresas especializadas, como em línguas
estrangeiras por exemplo, trocam o professor por um programa virtual, assim
conseguirão maior quantidade de alunos do que um profissional docente, sozinho,
poderia lecionar. Portanto, essa troca do profissional docente pela tecnologia,
não visa a qualidade de ensino, mas sim, ao aumento do lucro empresarial.
Atualmente não existe tecnologia
destinada a educação que consiga identificar e caracterizar o educando para lhe
aplicar o método ideal de ensino de forma que fomente seu crescimento
intelectual, sendo capaz de fazê-lo somente o profissional docente. Contudo, a
tecnologia serve de grande auxílio ao professor, e seu uso deve ser restrito a
isto, ao auxílio, e não a troca,
como tem sido praticada.
Que ensino e aprendizagem são duas
facetas de um mesmo processo. Para construir a aprendizagem o professor deve
assumir o ensino com mediação, bem como adotar práticas interdisciplinares,
conhecer estratégias de ensinar a apensar e ensinar a aprender, induzir os
alunos à buscarem uma perspectiva crítica dos conteúdos.
Haverá a efetivação da aprendizagem
quando o professor conseguir, através de sua influência, mobilizar as
atividades física e mental, próprias das crianças no processo de estudo das
matérias.
O professor deve lembrar que a
aprendizagem não é mecânica, mas deriva da relação harmônica entre o professor
e seus alunos, a reciprocidade entre o ensinar e o aprender.
Em suma, o trabalho docente terá êxito
quando de fato for concretizado aquilo que se busca no ensino: a formação de
habilidades, capacidades, atitudes e conhecimentos aprendidos pelo aluno; a
formação da capacidade crítica e criativa, sua autonomia intelectual capaz para
seu desenvolvimento social e profissional.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
<http://www.infoescola.com/biografias/philippe-perrenoud.html>
<http://letras20121unifacs.blogspot.com.br/p/biografia-philippe-perrenoud.html>
<http://www.educacaoliteratura.com/index%2041.html>
>http://www.infoescola.com/sociologia/florestan-fernandes.html>
<http://conhecimentoseducacaobrasileira.blogspot.com.br/2010/10/libaneo-sua-historia-suas-obras.html>
<http://www.ucg.br_site_docente_edu_libaneo_pdf_curriculumvitae.pdf>
<http://novarevistapedagogica.blogspot.com.br/2012/06/atividade-ii-de-ppp-iii-pesquisa.html>
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Florestan_Fernandes.html>
<http://projetoeducacional2012.blogspot.com.br/2012/05/biografia-de-philippe-perrenoud.html>
< http://escola-ensino-aprendizagem.blogspot.com.br/p/jose-carlos-libaneo.html>
ENTREVISTA COM DUAS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO
I-
Entrevistas:
Entrevista 01:
Professora Ana Correa
Idade: 28 anos e 03 anos de atuação
Nome
da Escola: Irene Ricly
1- Quais os maiores desafios encontrados
por você na sua profissão?
Ana:
A
falta de vontade de muitos alunos em aprender, e não comprometimento da família
2- Qual a importância
do pedagogo na escola?
Ana:
orientar professores, pais e alunos.
3- Descreva alguns
aspectos profissionais que no decorrer de sua profissão tiveram mudanças?
Ana:
Mais tecnologia e metodologia inovada
4- Você se sente
realizada profissionalmente?
Ana:
Sim, principalmente quando o resultado do meu trabalho se reflete no
aprendizado do aluno.
5- com todas as
dificuldades que existem na área da educação é possível o professor ser um
profissional realizado no pais em que vivemos?
Ana:
Penso que em passos lentos caminhamos para isso.
6- Você como professor,
possui condições de educar um aluno moralmente diante da falta de uma boa
estrutura familiar e social do mesmo?
Ana:
Procuro fazer sempre o melhor dando e ensinando bons exemplos para que o aluno
se torne um ser pensante, atuante e humanizado.
7- Qual o limite ético
que você deve ter para a família do aluno perante um problema significativo que
ele demostre na sala de aula?
Ana:
Chamar os pais ou responsáveis e conversar sobre o problema detectado em sala.
8- Quais os projetos pedagógicos que sua
escola desenvolve? Comente um deles
Ana
:Projeto
mais educação que visa manter as crianças longe das ruas.
9- Você faz uso dos recursos
tecnológicos na sua pratica pedagógica?
Ana:
Ao menos uma vez por semana, por conta da disponibilidade dos computadores que
temos que agendar para que todos os professores possam usar.
10- Quais os métodos
você costuma usar dentro da sala de aula para melhorar o nível de aprendizado
dos alunos?
Ana:
Procuro utilizar o método construtivista de Vygotsky
11- Quais as principais causas da indisciplina no
ambiente escola?
Ana: A falta de limites imposta pelos
pais em casa prevalece s vontade dos filhos.
12-Você desenvolve projetos para
trabalhar a questão da indisciplina no ambiente escolar?
Ana:
Sim, sempre tiro do aluno o que ele mas gosta: recreio, biblioteca, informática
e parque.
13- Como o professor deve interagir com
a família dos alunos para que tenham uma boa relação, e os pais entendam que a
escola é para ensinar, e não educar?
Ana:
Sempre em reuniões ou conversas individuais é tratado esse assunto. O problema
é que a família muitas vezes não se preocupa coma educação dos filhos, transportando
o papel para a escola.
14- Quais as medidas
tomadas para que os pais participem mais da vida dos filhos?
Ana:
Reuniões constantes, tarefas de casa
15 - Quais as medidas tomadas para que os
pais participem mais da vida dos filhos?
Ana:
Constantemente visto a problemática da comunidade escolar.
Entrevista
02:
Professora Margarida dos Santos, Idade: 54
anos
e 30 anos de atuação
Nome
da Escola: Irene Ricly
1-
Quais os maiores desafios encontrados por você em sua profissão?
Margarida:
No mundo da informação fazer com que os alunos percebam a importância de
aprender os conhecimentos científicos.
-Trazer para a sala tecnologias a favor
do conhecimento/aprendizagem.
-Interesse pelo ensino por parte dos
alunos.
-Condições físicas adequadas para um
trabalho de qualidade.
-Respeito aos profissionais da educação
por parte de pais e alunos.
2- Qual a importância
do pedagogo na escola?
Margarida:
Esse profissional tem que ser, na escola, o articulador entre a teoria e a
pratica, acompanhando o trabalho pedagógico e estimulando os professores, bem
como identificando as necessidades dos mesmos e dos alunos. Deve manter-se
sempre atualizado, buscando fontes de informações e refletindo sobre sua
pratica. Precisa estar sempre atento ao que se apresenta a sua volta
valorizando os profissionais da sua equipe e acompanhando os resultados, para
superar os obstáculos e aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem.
3- Descreva alguns
aspectos profissionais que no decorrer de sua profissão tiveram mudanças?
Margarida:
Aprovação
do plano de cargos carreira e salários, elaboração de um currículo especifico
para rede municipal de ensino, direito a hora-atividade.
4-
Você se sente realizada profissionalmente?
Margarida:
Na
maioria das vezes, porém como qualquer outra profissão há momentos que pensamos
em mudar.
5- Com todas as
dificuldades que existe na área de educação é possível o professor ser um
profissional realizado no pais em que vivemos?
Margarida:
Acredito que sim, porém anda falta muitas mudanças a serem feitas para ficar
melhor.
6- Você como professor,
possui condições de educar um aluno moralmente diante da falta de boa estrutura
familiar e social do mesmo?
Margarida:
Não. Por mais que tentamos mostrar diferentes caminhos, causas e consequências,
a família e o meio social em que o aluno vive influenciam muito mais.
7- Qual o limite ético que você deve ter para a
família do aluno perante um problema significativo que ele demostre na sala de
aula?
Margarida:
Acredito que com o dialogo, a maioria das situações podem ser resolvidas. Expor
a situação solicitando a colaboração da família.
8- Quais os projetos
pedagógicos que sua escola desenvolve? Comente um deles
Margarida:
Reforço escolar contra turno, sendo trabalhado por uma professora concursada,
onde são atendidos os alunos com dificuldade de aprendizagem ou a defasagem de
conteúdos.
Projetos de dança, esporte, horta e
orientação para estudos e leitura, do programa Mas Educação, os quais são
trabalhados com estagiários, também em horário contrario. Tal programa oferta
inclusive o almoço para os alunos que participam.
9- Você faz uso dos
recursos tecnológicos na sua pratica pedagógica?
Margarida:
Com certeza, comas tecnologias que temos atualmente, precisamos explorá-las ao
máximo, até mesmo pra fazer com que os alunos prestem mais atenção e se
envolvam nas aulas.
10- Quais os métodos
você costuma usar dentro da sala de aula para melhorar o nível de aprendizado
dos alunos?
Margarida:
Utilizar recursos visuais, materiais manipuláveis, livros diversificados,
atividades diferenciadas e atendimento individualizado.
11- Quais as principais
causas da indisciplina no ambiente escolar?
Margarida:
Na maioria das vezes é falta de limites, porém há situações especificas que
envolvem problemas em casa com diferentes motivos (agressão, abuso,
negligencia, etc.)
12- Você desenvolve
projetos para trabalhar a questão da indisciplina no ambiente escolar?
Margarida:
Projetos específicos não. Procuramos resolver as situações com dialogo tanto
com alunos como com os pais.
13- Como o professor
deve interagir com a família dos alunos para que tenham uma boa relação, e os
pais entendam que a escola é para ensinar, e não educar?
Margarida:
Culturalmente a escola é vista como extensão da casa, até mesmo com a frase “a
professora é a segunda mãe”, e mudar de ideia é muito difícil, porém sempre que
possível tentamos deixar claro a função da escola e da família, bem como suas
responsabilidades.
14- Quais as medidas
tomadas para que os pais participem mais da vida dos filhos?
Margarida:
Através de conversas de conscientização, individuais ou em reuniões explicando
a importância da união entre escola e família e os resultados positivos eu
podemos obter quando temos um objetivo comum.
15- Quais as medidas
tomadas para que os pais participem mais da vida dos filhos?
Margarida:
Os pais devem estar sempre atentos ao desempenho escolar do filho e comparecer
na escola pelo menos uma vez por bimestre e não somente quando a escola
solicita.
16-
Muito obrigada pela sua entrevista!
Margarida:
Imagina, é muito bom poder contribuir com futuros docentes, e espero que sejam
apaixonadas pela sua profissão como eu, e possa contribuir pela educação do
nosso pais que não vive seus melhores dias, mas se contarmos com profissionais
dedicados tornaremos isso mais flexível.
Aos leitores do Blog Mundo da Pedagogia:
É muito importante ver
pontos de vista de cada docente, e suas experiências, para que fique claro para
nós que estamos iniciando nossas carreiras profissionais. Vocês acham que
pontos dessas entrevistas ajudou na para esclarecer suas dúvidas, compartilhem!
A educação nos séculos XVIII e XIX. Concepções liberais do século XX Criticas à escola-Participação da mulher na educação: entrevista com as docentes.
I-Papel
da Mulher na sociedade – Participação da mulher na educação
a-
Direito
da mulher na educação em 1827
-
Currículos distintos.
-
Ensino superior para moças
-
Ensino aprofundado para tarefas domesticas.
- Havia escolas de meninas nas cidades e vilas mais
populosas, em que os Presidentes em Conselho, julgarem necessário.
- Para garantir a
igualdade de direitos entre homens e mulheres no país, muitas outras leis foram
instituídas.
b- Mulheres que fizeram história
- Em 1885 A compositora e
pianista Chiquinha Gonzaga estreia como maestrina, ao reger
a opereta “A Corte na Roça”. É a primeira mulher no Brasil a estar à frente de
uma orquestra. Precursora do chorinho, Chiquinha compôs mais de duas mil
canções populares, entre elas, a primeira marcha carnavalesca do país: “Ô Abre
Alas”. Escreveu ainda 77 peças teatrais.
- Em 1887 formou-se a
primeira médica no Brasil: Rita Lobato Velho. As pioneiras tiveram muitas dificuldades
em se afirmar profissionalmente e algumas foram ridicularizadas.
- No ano 1917: A professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino em 1910, em plena República
Oligárquica,
lidera uma passeata exigindo a extensão do voto às mulheres.
c-
Escritoras importantes da história
- Clarice
Lispector: Nascida na Ucrânia,
mas assumidamente brasileira, Clarice Lispector inaugurou a prosa introspectiva
no Brasil. Seus textos são narrados de forma intimista e as impressões e
sentimentos dos personagens assumem o primeiro plano.
- Cecília
Meireles: Professora
primária, poeta e uma das primeiras vozes femininas de grande expressão na
literatura brasileira.
- Cora Coralina: Pseudônimo de Ana
Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, foi
uma poetisa e contista brasileira. Apesar de escrever desde
moça, Cora Coralina publicou seu primeiro livro aos 76 anos.
- Ana Cristina Cesar: Poetisa e tradutora. É
considerada um dos principais nomes da geração
mimeógrafo da década de 70, e tem o seu nome muitas vezes vinculado
ao movimento de Poesia Marginal.
- Hilda
Hilst: Poeta, ficcionista, cronista e dramaturga brasileira.
É considerada pela crítica como uma das maiores escritoras em língua portuguesa
do século XX.
Nas
entrevistas a seguir, vamos conhecer duas docentes, à Margarida (nome fictício)
a qual já luta por uma educação de qualidade à trinta anos da sua vida, e já se
deparou com situações muito difíceis tanto financeira na educação, como
diversidades do dia a dia.
A outra docente
a Ana (nome fictício) onde iniciou sua vida profissional a pouco mais de três
anos, e nesse pouco tempo em sala de aula percebe que cada vez mais o professor
sofre com a proporção de situações criadas pelos alunos e pais que muitas vezes
não é seu dever sana-las mas com calma e sabedoria tenta trazer o melhor
resultado a todos.
Essas
duas profissionais trabalham em uma escola de periferia onde a maioria dos pais
dos seus alunos estão presos ou respondendo processo em liberdade, logo se
deparam com situações muito complicadas onde o psicológico de seus alunos já é
muito abalado, tentam da melhor forma para que eles não prossigam nesse caminho
triste e em muitas vezes sem volta, podendo construir uma família digna e sejam
pessoas de bem.
I-
Entrevistas:
Entrevista 01:
Professora Ana Correa
Idade: 28 anos e 03 anos de atuação
Nome
da Escola: Irene Ricly
1- Quais os maiores desafios encontrados
por você na sua profissão?
Ana:
A
falta de vontade de muitos alunos em aprender, e não comprometimento da família
2- Qual a importância
do pedagogo na escola?
Ana:
orientar professores, pais e alunos.
3- Descreva alguns
aspectos profissionais que no decorrer de sua profissão tiveram mudanças?
Ana:
Mais tecnologia e metodologia inovada
4- Você se sente
realizada profissionalmente?
Ana:
Sim, principalmente quando o resultado do meu trabalho se reflete no
aprendizado do aluno.
5- com todas as
dificuldades que existem na área da educação é possível o professor ser um
profissional realizado no pais em que vivemos?
Ana:
Penso que em passos lentos caminhamos para isso.
6- Você como professor,
possui condições de educar um aluno moralmente diante da falta de uma boa
estrutura familiar e social do mesmo?
Ana:
Procuro fazer sempre o melhor dando e ensinando bons exemplos para que o aluno
se torne um ser pensante, atuante e humanizado.
7- Qual o limite ético
que você deve ter para a família do aluno perante um problema significativo que
ele demostre na sala de aula?
Ana:
Chamar os pais ou responsáveis e conversar sobre o problema detectado em sala.
8- Quais os projetos pedagógicos que sua
escola desenvolve? Comente um deles
Ana
:Projeto
mais educação que visa manter as crianças longe das ruas.
9- Você faz uso dos recursos
tecnológicos na sua pratica pedagógica?
Ana:
Ao menos uma vez por semana, por conta da disponibilidade dos computadores que
temos que agendar para que todos os professores possam usar.
10- Quais os métodos
você costuma usar dentro da sala de aula para melhorar o nível de aprendizado
dos alunos?
Ana:
Procuro utilizar o método construtivista de Vygotsky
11- Quais as principais causas da indisciplina no
ambiente escola?
Ana: A falta de limites imposta pelos
pais em casa prevalece s vontade dos filhos.
12-Você desenvolve projetos para
trabalhar a questão da indisciplina no ambiente escolar?
Ana:
Sim, sempre tiro do aluno o que ele mas gosta: recreio, biblioteca, informática
e parque.
13- Como o professor deve interagir com
a família dos alunos para que tenham uma boa relação, e os pais entendam que a
escola é para ensinar, e não educar?
Ana:
Sempre em reuniões ou conversas individuais é tratado esse assunto. O problema
é que a família muitas vezes não se preocupa coma educação dos filhos, transportando
o papel para a escola.
14- Quais as medidas
tomadas para que os pais participem mais da vida dos filhos?
Ana:
Reuniões constantes, tarefas de casa
15 - Quais as medidas tomadas para que os
pais participem mais da vida dos filhos?
Ana:
Constantemente visto a problemática da comunidade escolar.
Entrevista
02:
Professora Margarida dos Santos, Idade: 54
anos
e 30 anos de atuação
Nome
da Escola: Irene Ricly
1-
Quais os maiores desafios encontrados por você em sua profissão?
Margarida:
No mundo da informação fazer com que os alunos percebam a importância de
aprender os conhecimentos científicos.
-Trazer para a sala tecnologias a favor
do conhecimento/aprendizagem.
-Interesse pelo ensino por parte dos
alunos.
-Condições físicas adequadas para um
trabalho de qualidade.
-Respeito aos profissionais da educação
por parte de pais e alunos.
2- Qual a importância
do pedagogo na escola?
Margarida:
Esse profissional tem que ser, na escola, o articulador entre a teoria e a
pratica, acompanhando o trabalho pedagógico e estimulando os professores, bem
como identificando as necessidades dos mesmos e dos alunos. Deve manter-se
sempre atualizado, buscando fontes de informações e refletindo sobre sua
pratica. Precisa estar sempre atento ao que se apresenta a sua volta
valorizando os profissionais da sua equipe e acompanhando os resultados, para
superar os obstáculos e aperfeiçoar o processo de ensino-aprendizagem.
3- Descreva alguns
aspectos profissionais que no decorrer de sua profissão tiveram mudanças?
Margarida:
Aprovação
do plano de cargos carreira e salários, elaboração de um currículo especifico
para rede municipal de ensino, direito a hora-atividade.
4-
Você se sente realizada profissionalmente?
Margarida:
Na
maioria das vezes, porém como qualquer outra profissão há momentos que pensamos
em mudar.
5- Com todas as
dificuldades que existe na área de educação é possível o professor ser um
profissional realizado no pais em que vivemos?
Margarida:
Acredito que sim, porém anda falta muitas mudanças a serem feitas para ficar
melhor.
6- Você como professor,
possui condições de educar um aluno moralmente diante da falta de boa estrutura
familiar e social do mesmo?
Margarida:
Não. Por mais que tentamos mostrar diferentes caminhos, causas e consequências,
a família e o meio social em que o aluno vive influenciam muito mais.
7- Qual o limite ético que você deve ter para a
família do aluno perante um problema significativo que ele demostre na sala de
aula?
Margarida:
Acredito que com o dialogo, a maioria das situações podem ser resolvidas. Expor
a situação solicitando a colaboração da família.
8- Quais os projetos
pedagógicos que sua escola desenvolve? Comente um deles
Margarida:
Reforço escolar contra turno, sendo trabalhado por uma professora concursada,
onde são atendidos os alunos com dificuldade de aprendizagem ou a defasagem de
conteúdos.
Projetos de dança, esporte, horta e
orientação para estudos e leitura, do programa Mas Educação, os quais são
trabalhados com estagiários, também em horário contrario. Tal programa oferta
inclusive o almoço para os alunos que participam.
9- Você faz uso dos
recursos tecnológicos na sua pratica pedagógica?
Margarida:
Com certeza, comas tecnologias que temos atualmente, precisamos explorá-las ao
máximo, até mesmo pra fazer com que os alunos prestem mais atenção e se
envolvam nas aulas.
10- Quais os métodos
você costuma usar dentro da sala de aula para melhorar o nível de aprendizado
dos alunos?
Margarida:
Utilizar recursos visuais, materiais manipuláveis, livros diversificados,
atividades diferenciadas e atendimento individualizado.
11- Quais as principais
causas da indisciplina no ambiente escolar?
Margarida:
Na maioria das vezes é falta de limites, porém há situações especificas que
envolvem problemas em casa com diferentes motivos (agressão, abuso,
negligencia, etc.)
12- Você desenvolve
projetos para trabalhar a questão da indisciplina no ambiente escolar?
Margarida:
Projetos específicos não. Procuramos resolver as situações com dialogo tanto
com alunos como com os pais.
13- Como o professor
deve interagir com a família dos alunos para que tenham uma boa relação, e os
pais entendam que a escola é para ensinar, e não educar?
Margarida:
Culturalmente a escola é vista como extensão da casa, até mesmo com a frase “a
professora é a segunda mãe”, e mudar de ideia é muito difícil, porém sempre que
possível tentamos deixar claro a função da escola e da família, bem como suas
responsabilidades.
14- Quais as medidas
tomadas para que os pais participem mais da vida dos filhos?
Margarida:
Através de conversas de conscientização, individuais ou em reuniões explicando
a importância da união entre escola e família e os resultados positivos eu
podemos obter quando temos um objetivo comum.
15- Quais as medidas
tomadas para que os pais participem mais da vida dos filhos?
Margarida:
Os pais devem estar sempre atentos ao desempenho escolar do filho e comparecer
na escola pelo menos uma vez por bimestre e não somente quando a escola
solicita.
16-
Muito obrigada pela sua entrevista!
Margarida:
Imagina, é muito bom poder contribuir com futuros docentes, e espero que sejam
apaixonadas pela sua profissão como eu, e possa contribuir pela educação do
nosso pais que não vive seus melhores dias, mas se contarmos com profissionais
dedicados tornaremos isso mais flexível.
Aos leitores do Blog Mundo da Pedagogia:
É muito importante ver
pontos de vista de cada docente, e suas experiências, para que fique claro para
nós que estamos iniciando nossas carreiras profissionais. Vocês acham que
pontos dessas entrevistas ajudou na para esclarecer suas dúvidas, compartilhem!
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
http:<ensaiosdegenero.wordpress.com/2011/12/05/a-feminizacao-do-magisterio>
http://homoliteratus.com/10-grandes-escritoras-brasileiras-seculo-xx/
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